Tv Brasil (336)
28.Set.2016

Esse amor que nos consome

Longa nacional mescla as linguagens de ficção e documentário

Gatto Larsen e Rubens Barbot são companheiros de vida há mais de 40 anos e acabam de se instalar em um casarão abandonado no Centro do Rio de Janeiro. Ali, eles passam a viver e ensaiar com sua companhia de dança. A luta do dia a dia se mistura à criação artística e à crença em seus orixás. Através da dança eles se espalham pela cidade, marcando seus territórios.

A produção “Esse amor que nos consome” é um filme híbrido, que mistura as linguagens de ficção e documentário.

O elenco é formado por integrantes da Companhia Rubens Barbot, o mais antigo grupo afro-brasileiro de dança contemporânea. Os protagonistas do longa são o diretor argentino Gatto Larsen e o coreógrafo brasileiro Rubens Barbot que interpretam os papéis de suas próprias vidas, atuando em suas locações reais.

O filme se inicia a partir do momento crucial em que eles se mudam para um casarão abandonado na Praça da Cruz Vermelha. Lá, eles ensaiam e acreditam que com a fé nos seus Orixás para continuar no espaço que está à venda.

Graças à persistência criativa, que dribla a constante falta de recursos, eles conseguem levar adiante a sua arte. A luta do dia a dia, a dança, a religiosidade, o companheirismo, as questões raciais e urbanas são temas abordados na produção.

Dirigido por Allan Ribeiro, o longa “Esse amor que nos consome” conquistou os prêmios de Melhor Montagem e Melhor Direção de Arte no Festival de Brasília, Melhor Filme (júri jovem) no Panorama Internacional Coisa de Cinema de Salvador e Melhor Longa Metragem no Festival Vitória Cine Vídeo. Reprise. 80 min.

Ano: 2012. Gênero: ficção/documentário. Direção: Allan Ribeiro, com Gatto Larsen, Rubens Barbot.

Classificação indicativa: 12 anos

Serviço - Cine Nacional, Sexta (30), às 21h10, na TV Brasil.

28.Set.2016

Rondon, um brasileiro

O Caminhos da Reportagem celebra os 150 anos de nascimento de Cândido Mariano Rondon, uma das maiores personalidades da história do Brasil

Em suas andanças aos mais remotos rincões, ele mostrou aos brasileiros a grandeza de nosso país. Coube ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon a difícil tarefa de explorar uma parte de nosso território que até então era denominada “terra desconhecida.”

Com a missão de levar o telégrafo ao Centro-Oeste e ao Norte do país, abriu caminho para a colonização dessas regiões. Embrenhando-se por terras nunca antes desbravadas, enfrentou os mais diversos desafios, como o que realizou ao lado do ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosevelt. Juntos, navegaram um rio que ninguém sabia para onde se dirigia e que, por isso mesmo, tinha o nome de Rio da Dúvida.

Seu trabalho ajudou a detalhar o mapa do Brasil, desde seu interior até todas as fronteiras com os países vizinhos. Mas não podemos deixar de destacar a importância de Rondon junto aos índios. Neto de indígenas, ajudou a fazer contato com um grande número de etnias e ajudou a preservá-las, conseguindo que tivessem suas terras demarcadas. Na relação com os índios, tinha o seguinte lema: “Morrer se preciso, matar nunca”. Por isso ficou conhecido como o “Marechal da Paz.”

Reportagem: Vera Barroso

Direção, Roteiro e Edição de Texto: Rafael Casé

Edição de Imagens: Fábio Melo

Produção: Carolina Pessoa, Luciana Góes e Renata Cabral

Produção Executiva: Linei Lopes

Imagens: Eduardo Guimarães

Auxiliar: Caio Araújo e Alexandre Souza

Serviço - Caminhos da Reportagem, quinta (29), às 19h40, na TV Brasil.

28.Set.2016

André Gardenberg propõe em ensaio olhar para as rugas com bons olhos

O fotógrafo subverte o código da beleza ao ver as rugas como algo que não deve ser escondido ou transformado

O Estúdio Móvel já está no ar desafiando o tempo. A juventude é o grande hit do consumo, ela é vendida como o melhor período da vida, onde se tem beleza, energia, estilo de vida. A velhice vem como um castigo. O recomendado é esconder as rugas, as marcas do tempo no corpo.

Na contramão dessa tendência, o programa lança um olhar artístico sobre a velhice e dá um grande close na face do tempo. O fotógrafo André Gardenberg fala sobre o projeto Arquitetura do tempo ensaio fotográfico com famosos, onde a intenção é subverter o código da moda e da indústria da beleza que tratam as rugas como ruínas ou restos que devem ser escondidos ou transformados.  “Acho que principalmente as mulheres aceitaram o meu pedido para fotografar com prazer. Elas entenderam esse projeto com um grito a favor das rugas, a favor da velhice”, comenta André Gardenberg.

Para o fotógrafo as rugas representam a beleza da passagem pela vida, apagar essas marcas seria rasgar o livro existencial de cada um.

Na conexão, papo com a artista visual Débora Erê. Engajada na arte de rua, além do grafite, utiliza como linguagem fanzine, adesivos, lambe-lambe, aquarela e gravuras. Débora faz arte urbana feminista em Manaus e criou recentemente um personagem que avança sem parar pelos muros manauaras:  as sereias idosas.

“Se as mulheres não são iguais, então porque as sereias tem que ser. Então busquei uma sereia que representasse outras mulheres, não fossem apenas do estereótipo, magra, jovem, bonita” afirma a artista.

Serviço - Estúdio Móvel, quarta (28), às 17h30, na TV Brasil.

22.Set.2016

Um passeio pela costa Sudeste

O quarto episódio de O Brasil Visto do Céu percorre o litoral do Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

No Rio, o professor e educador ambiental Fábio dá uma aula de surfe, na praia de Manguinhos.

Ainda na cidade maravilhosa, o teleférico do Corcovado inspirou o arquiteto Jorge a criar o teleférico no Complexo de favelas do Alemão. O arquiteto também assina o projeto do Conjunto Habitacional da Rocinha.

Funcionário mais antigo Maracanã, seu Calé vai ao estádio ver a primeira partida de futebol de sua vida!

Em Paraty (RJ), Luís canta as cores da cultura caiçara e Renato esculpe canoas no próprio tronco da árvore.

Finalmente, em Ilhabela, litoral de Caraguatatuba (SP), a pequena comunidade do Bonete luta para preservar sua tranquilidade.

Serviço - O Brasil visto do Céu, sábado (24), às 20h30, na TV Brasil.

22.Set.2016

Família, amor, celibato, medicina e igreja se misturam num drama contemporâneo

O filme "País do Desejo" narra a história de uma pianista clássica de renome que luta contra uma doença crônica nos rins. Roberta (Maria Padilha) vive na cidade histórica de Eldorado, onde luta a sua batalha com as forças que ainda lhe restam. Dedica-se com disciplina e paixão à música.  Durante uma viagem a Passárgada, naquela que pode ser a sua última turnê, Roberta passa mal e desmaia durante um concerto no Teatro de Santa Isabel, justo quando parece tocar da forma mais bela.

Internada numa clínica, Roberta conhece padre José (Fábio Assunção), pároco da Igreja de Santo Agostinho, extremamente envolvido com a comunidade, localizada em área rural canavieira próxima a Passárgada.

 A partir desse episódio, a família do Padre passa a ter uma importância fundamental na história, já que o pai (Dr. Orlando – Germano Haiut) e o irmão (César – Gabriel Braga Nunes) são médicos e donos da Clínica do Rim, na qual Roberta está internada. Reprise. 85 min.

 Ano: 2011.

Gênero: drama.

Direção: Paulo Caldas, com Fábio Assunção, Maria Padilha, Gabriel Braga Nunes, Nicolau Breyner, Germano Haiut.

Classificação indicativa: 12 anos.

Serviço: Cine Nacional, sexta (23), às 21h10, na TV Brasil.

22.Set.2016

Caminhos da Reportagem faz um balanço dos Jogos Paralímpicos Rio 2016, com destaque para a atuação dos atletas brasileiros e o recorde de medalhas para o país.

Com nove medalhas conquistadas em nove provas, Daniel Dias se tornou o maior nadador paralímpico da história. E a bicampeã paralímpica Rosinha Santos fez sua última participação em Paralimpíadas nos Jogos do Rio.

O programa reúne alguns dos momentos mais emocionantes proporcionados por atletas de todas as nacionalidades – mais de 200 recordes mundiais quebrados –  e analisa o papel da tecnologia, que tem tornado as competições cada vez mais emocionantes.

Como foi a acessibilidade na cidade paralímpica? E de que modo os Jogos Paralímpicos podem fazer com que tenhamos um novo olhar sobre as pessoas com deficiência?

Serviço - Caminhos da Reportagem, quinta (22), às 20h40, naTV Brasil.

14.Set.2016

A doença equinococose

Instituto Evandro Chagas desenvolve pesquisas sobre o cisto hidático

Nesta edição, o programa Sementes mostra as pesquisas desenvolvidas no Instituto Evandro Chagas (Belém-PA), sobre a doença equinococose, também conhecida como cisto hidático.

Cientistas tentam descobrir porque a quantidade de abelhas está diminuindo no mundo, mas a implantação de microchips nos insetos ajuda a identificar a localização deles.

O laboratório de genética forense do Centro de Perícias Renato Chaves, no Pará, recebe equipamentos que coloca o estado entre os cinco que mais contribuem com o banco de dados nacionais.

Confira no Programa Sementes, sexta (16), às 6h30, na TV Brasil.

14.Set.2016

Defensores de direitos

De janeiro a agosto, 33 defensores de direitos humanos foram assassinados no país, segundo a ONG Justiça Global. Eles atuam em causas diversas, como a preservação do meio ambiente, a mobilização contra grandes empreendimentos ou pela igualdade de gêneros.

Na comunidade quilombola de Brejão dos Negros, em Brejo Grande e em Pacatuba, Sergipe, remanescentes de quilombos disputam a área com posseiros e fazendeiros. “Eles dizem que vão matar uma liderança, que é pra que os demais se afastem, que tenham medo de continuar”, conta a presidente da Associação Santa Cruz, que reúne os quilombolas, Ângela Norato.

Pescadores e catadores de caranguejo da comunidade do Cumbe, em Aracati (CE), dividiram-se com o início da criação de camarão em cativeiro e a instalação de um parque eólico na região. João do Cumbe está a frente do grupo de moradores que defende o modo de vida tradicional e a proteção do meio ambiente, por isso convive com as ameaças. A família já pediu a João que se afaste do movimento, mas ele entende que sua existência só faz sentido na luta pela sobrevivência do mangue e da identidade.

Ainda no Ceará, no município de Camocim, ao lado da praia de Jericoacoara, a comunidade de Tatajuba se organizou contra o projeto de construção de um resort na vila. Os moradores querem que a área seja reconhecida como um território pesqueiro. “A gente espera que a especulação imobiliária deixe de existir aqui. A pesca predatória, também. E que a gente possa garantir esse território para as futuras gerações, valorizando a nossa identidade, respeitando e protegendo nossos recursos naturais”,  afirma o pescador Tita, também alvo de ameaças. A reportagem descobriu que a empresa que comprou o terreno pretende investir na construção de um parque eólico.

Por ter uma atuação voltada para a defesa dos direitos humanos, o deputado estadual Renato Roseno se defende de uma campanha de difamação na Internet que resultou em insultos e ameaças. E a blogueira Lola é perseguida por um grupo de misóginos por ser feminista. Lola, Tita, João, Ângela e outras três lideranças de Brejão dos Negros fazem parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Governo Federal.

Para o representante da ONU Amerigo Incalcaterra – do Escritório Regional na América do Sul para os Direitos Humanos –, o Brasil falha na investigação e na punição dos crimes contra os defensores de direitos humanos.

Reportagem: Ana Graziela Aguiar

Imagens: Sigmar Gonçalves

Auxílio técnico: Edivan Viana

Apoio às imagens: Alexandre Souza, André Rodrigo Pacheco

Produção: Beatriz Abreu, Pollyane Marques

Edição de texto: Ana Maria Passos

Edição de imagem: Henrique Correa

Arte: André Maciel

Serviço:  Caminhos da Reportagem, quinta (15), às 22h15, na TV Brasil.

 

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