Tv Brasil (336)
30.Ago.2016

Nos passos do Imperador

Caminhos da Reportagem apresenta a Rota Imperial, aberta 200 anos atrás, no Brasil Império, para ligar Minas Gerais ao Oceano Atlântico e embarcar ouro e outras riquezas brasileiras rumo a Portugal.

São 577 quilômetros do município mineiro de Ouro Preto até Vitória, capital do Espírito Santo. A Rota Imperial foi construída entre 1814 e 1816, por ordem de Dom João VI.

Em 1860, Dom Pedro II fez viagem de inspeção ao percurso. Uma fazenda visitada por ele em Iúna (ES) continua lá, com talheres e travessa usados na ocasião. Também estão preservados um casarão onde o imperador teria se hospedado em Viana, bem como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde igualmente esteve, nessa mesma cidade capixaba. Outra atração especial é um jequitibá, já gigantesco e antigo na época, mas que hoje passa dos 40 metros de altura e 500 anos de idade.

A Rota Imperial é recheada de histórias, com preciosidades diversas, sabores, religiosidade e herança cultural dos imigrantes. O trecho capixaba, com 15 municípios, está sinalizado por totens ricos em informações para turistas. A parte mineira, com 17 municípios, falta ser sinalizado, mas o percurso é fácil de seguir.

Difícil é resistir a encantamentos como um pôr do sol no Pico da Bandeira, banhos em cachoeiras, rios e lagos de águas cristalinas, passeios por matas exuberantes e a contemplação de animais raros. A equipe do Caminhos da Reportagem ainda desceu a 120 metros de profundidade na maior mina de ouro aberta a visitação pública do planeta. Visitou uma típica casa pomerana, percorreu trilhos pelos quais açorianos chegaram ao interior do Brasil Colônia e acompanhou o preparo de pratos típicos da cultura local e da colonização europeia.

Reportagem: Bruno Faustino

Produção: Adriano Lafetá (DF), Frederico Loureiro, Kátia Gomes, Marcio Júlio Magalhães (ES).

Imagens: Alex Miranda

Edição de texto: Adriano Lafetá

Edição de imagens: Richard Pereira

Arte: Dinho Rodrigues

Serviço: Caminhos da Reportagem, quinta (01), às 21h40, na TV Brasil.

30.Ago.2016

O Sal da Terra

O longa é, em essência, um “road movie.” As estradas nacionais e o gigantismo do Brasil rodoviário são o pano de fundo do filme.

A produção conta a história de um padre caminhoneiro e suas andanças junto ao povo da estrada. Ao longo do caminho, na boleia de seu caminhão-capela, ele conhece personagens marcantes e descobrindo a diversidade humana que a estrada apresenta. Tipos humanos característicos desse ambiente são objeto da missão do Padre Miguel, sacerdote que há muito trocou a paróquia na cidade pela tarefa de atender ao povo da estrada.

Entre a solidão dos quilômetros rodados e a surpresa dos encontros, o padre traça um itinerário ilustrado pela aventura de viver de cada personagem e pontuado pela celebração da missa.

Dirigido por Elói Pires Ferreira, o longa recebeu o Prêmio Margarida de Prata, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e conquistou o European Spiritual Film Festival.

 Inédito. 90 min

Ano: 2008

Gênero: drama

Direção: Elói Pires Ferreira

Elenco: Edson Rocha, Enéas Lour, Luthero Almeida, Cristina Pereira, Emílio de Mello, Christiane Macedo, Rafael Camargo, Diegho Kozievitch e Lala Schneider

Classificação Indicativa: 10 anos

Serviço: Cine Nacional, quarta (31), às 21h10, na TV Brasil.

29.Ago.2016

VJ Titi Müller sem hesitações no Estação Plural

VJ, blogueira e viajante profissional, Titi Müller tem uma conversa franca sobre a personagem lésbica que fez no cinema – no longa Do Lado de Fora, 2014 – e opina sobre nudez sem pudores em ensaios fotográficos que remetem à androginia.

A fotógrafa carioca Gisele Dias dá detalhes de seu ensaio com drag queens fotografadas nuas em banheiros. “O banheiro é pra todos, qualquer lugar é pra todos”, defende Gisele.

No desafio Aurélia, a palavra do pajubá é “penosa.” Sabe o que é?

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Titi Müller opina sobre nudez, corpo e sexualidade

Produção: Vitor Chambon, Priscila Cestari, Renato Fanti, Patrícia Lima

Roteiro: Ana Ribeiro

Serviço: Estação Plural, segunda (29), às 21h, na TV Brasil.

29.Ago.2016

Escritora Conceição Evaristo em um papo no Arte do Artista

Aderbal Freire Filho recebe a escritora, com que conversa sobre sua trajetória literária, pessoal e processo criativo.

Conceição Evaristo nasceu em uma favela de Belo Horizonte e custeou seus estudos trabalhando como empregada doméstica. No começo dos anos 70, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde se tornou mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio e doutora em Literatura Comparada, pela Universidade Federal Fluminense.

Estreou na literatura em 1990, com o romance Ponciá Vicêncio. Com o livro de contos Olhos d’água, de 2014, ganha o Premio Jabuti de Literatura. Estes e outros pontos altos de sua trajetória e de sua arte são assunto desta marcante entrevista.

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Escritora Conceição Evaristo lamenta a falta de acesso da população a livros

Conceição Evaristo conta como suas obras se tornaram uma referência da identidade negra

Direção geral e apresentação: Aderbal Freire-Filho

Direção artística: Fernando Philbert

Produção artística: Sérgio Cardia

Produção: Bruno Souza, Charles Oliveira, Ingrid Gassert e Jefferson Mendes

Criação e texto: Aderbal Freire-Filho

Roteiro: Simplício Neto

Edição e finalização: Daniele Vallejo

Estagiária de produção: Camila Oka

Serviço: Arte do Artista, segunda (29), às 20h30, na TV Brasil.

29.Ago.2016

Samba de Lupicínio

Samba na Gamboa presta homenagem ao saudoso Lupicínio Rodrigues e recebe os irmãos Guto, Grazie e Nina Wirtti, que conversam sobre o projeto “Sarau para Lupicínio”, tributo apaixonado a “Lupi.”

Um dos maiores compositores da música popular brasileira, o gaúcho Lupicínio Rodrigues é foi um artista interessantes e complexo. O cantor passaria praticamente todos os quase 60 anos de vida às margens do Guaíba, tendo Porto Alegre como testemunha de aventuras e desventuras amorosas. Perdeu Inah, uma bela morena que considerava sua grande paixão, porque a menina não aceitava sua vida boêmia.

Desiludido, Lupicínio foi morar alguns meses no Rio de Janeiro. Além da música, boemia e mulheres, colecionava uma quarta paixão: o Grêmio. Tanto que compôs os versos que se tornariam o hino do clube durante uma conversa com amigos em um bar.

Foram tantos versos que Lupicínio costumava dizer que nem conseguia se lembrar de todas as canções que fez. Versátil, passeava por vários estilos, sempre com sucesso. Mas o coração, tão sofrido por amor, pararia cedo. Prestes a fazer 60 anos, a voz de Lupicínio se calou.

Também gaúchos, as cantoras Grazie, Nina e o diretor musical, arranjador e contrabaixista Guto Wirtti decidiram celebrar o centenário de Lupicínio a altura do grande mestre. Dos palcos do país, o espetáculo Sarau para Lupicínio aportou no Samba na Gamboa. “A palavra na música do Lupi é tão forte que qualquer enfeite me parece tirar o foco e distrair o ouvinte”, diz Guto.

Para embalar este Samba de Lupicínio, eles cantam sucessos como Se Acaso você chegasse, Nervos de Aço e Esses moços.

Apresentação: Diogo Nogueira

Direção: Belisario Franca

Produção: Cláudia Lima

Serviço: Samba na Gamboa, segunda (29), às 19h30, na TV Brasil.

25.Ago.2016

Sr. Brasil

Uma produção original da TV Cultura, que destaca os ritmos e os temas regionais brasileiros. No programa, vale tudo já escrito em prosa, verso e música. Até história a ser contada. Apresentado por Rolando Boldrin, é vasto, aberto e receptivo, permitindo tudo o que seja genuinamente nacional. A cada episódio, recebe artistas que compartilham com o telespectador a sua arte.

Serviço: Sr. Brasil, sábado (27) às 16h30, na TV Brasil. 

25.Ago.2016

Noites de Reis

Drama estrelado por Bianca Byington e Enrique Diaz ganhou prêmio no Festival de Brasília

Alguns anos após uma tragédia familiar, Dora e sua filha Julia retomam sua vida cotidiana.

É dezembro. Os palhaços e músicos da Folia de Reis dançam pelas ruas de uma pequena cidade do litoral do Rio de Janeiro. O calor e as férias são bons para mergulhos nas águas verdes da região. Para Dora, ir à praia é reencontrar seu filho Lucas, cujas cinzas repousam no mar.

A chegada de uma visita inesperada irá abalar esta rotina. É Jorge, o marido de Dora, que partiu no dia seguinte ao incêndio que matou Lucas e nunca mais voltou. Sua chegada traz de volta a dor da perda do filho, da falta do irmão. Desta crise se abre a possibilidade de superação.

O filme “Noites de Reis” relata grandes perdas através de pequenas ações, buscando construir climas e atmosferas que aproximem o público do universo íntimo dos personagens, da riqueza e encantamento das festas populares.

Estrelado por Bianca Byington e Enrique Diaz, o drama dirigido por Vinicius Reis conquistou o prêmio de Melhor Ator (Enrique Diaz) no Festival de Brasília. Reprise. 93min.

Ano: 2012

Gênero: drama.

Direção: Vinicius Reis, com Bianca Byington, Enrique Diaz, Flavio Bauraqui, Raquel Bonfante, Luciana Bezerra, Sidney Martins.

Classificação indicativa: 12 anos

Serviço: Cine Nacional, sexta (26), às 21h10, na TV Brasil.

25.Ago.2016

A arte sem fronteiras

Coletivos artísticos, Na esquina e Imagens em movimento, fazem a ponte Brasil - França através do circo e do cinema

A linguagem artística é universal. Pode, e deve, circular por continentes, ir ao encontro de outras culturas, se misturar, se mover, e assim potencializar seu processo criativo.

É o caso do pessoal do Coletivo Na Esquina, um grupo de circo contemporâneo formado por oito brasileiros de Belo Horizonte e uma francesa. A companhia surgiu em Minas Gerais e os espetáculos intercalam entre França e Brasil. “O nosso intuito é romper as fronteiras. Como o nosso espetáculo não tem falas, temos a facilidade de poder levar o espetáculo a mais lugares  e tocar públicos diferentes, isso é o mais importante e nesse momento estamos rompendo várias fronteiras tanto de estar em outro país, como em lugares de Minas Gerais que não tínhamos acesso. Essa é um tipo de fronteira que acabamos transpassando por causa da arte”, afirma Pedro Guerra, acrobata do coletivo.

Já o projeto Imagens em Movimento oferece oficinas de cinema para estudantes de escolas públicas brasileiras. Em uma parceria com o “Cinema, cem anos de juventude”, criado na Cinemateca Francesa em 1995, onde países se unem para vivenciar a aventura da (re)descoberta do cinema, os filmes produzidos nas oficinas são exibidos anualmente num Encontro Internacional da Cinemateca Francesa. “Uma das maiores riquezas dessa nossa proposta é perceber que a arte tem uma potência de tranposição de fronteiras. De que os jovens envolvidos nessa experiência conseguem criar e produzir obras que falam dos seus contextos de vida de uma forma muito singular e de uma forma muito surpreendente, inovadora e quando essas obras são expostas, eles tem contato com as obras um dos outros, assim eles podem vivenciar algum tipo de viagem, de deslocamento para outros contextos através dessa experiência compartilhada” completa Ana Dillon, diretora do programa Imagens em movimento

Brasil e França se encontram, transpondo os limites geográficos que a arte não impõe.

Serviço: Estúdio Móvel, quinta (25) às 17h30, na TV Brasil.

 

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